Relatório de Vindima 2021

Qualidade, frescura e elegância em ano desafiante

A vindima de 2021 em Portugal foi de boa qualidade e superior em volume a 2020, consequência do ano ameno e com alguma instabilidade, sobretudo na vindima. A Sogrape é a principal empresa de vinhos em Portugal, presente nas principais regiões vitivinícolas - Douro/Porto, Alentejo, Vinhos Verdes, Dão, Bairrada e Bucelas (em Lisboa). Os resultados são bastante positivos, em qualidade e quantidade, refletindo a heterogeneidade do país e perspetivando a boa evolução dos seus vinhos.

Destaques Sogrape

  • Ano de boa qualidade global e com produção superior a 2020
  • Muito bons brancos, sobretudo em Bucelas
  • Menos produção nos Vinhos Verdes
  • Qualidade elevada e produção normal no Dão
  • Muito alta qualidade e mais volume no Alentejo
  • Vinhos do Douro e do Porto de muita qualidade

DOURO

Luís Sottomayor, enólogo responsável pelos vinhos Douro e Porto da Sogrape, diz que a vindima de 2021 foi desafiante, mas originou «vinhos muito aromáticos, frescos e elegantes, com boa qualidade e quantidade». A produção da Sogrape aumentou 26% em relação a 2020, superior à média da região que sobe cerca de 20%. A vindima da Sogrape foi longa, iniciando a 23 de agosto com as uvas Moscatel da Quinta do Seixo (colhidas 2,5 semanas mais tarde do que em 2020), e terminando no final de outubro nas quintas mais a este. Por toda a região há “vinhos de grande qualidade, muitos bons, muito interessantes e elegantes, com razoável estrutura e muita fruta”.

ALENTEJO

Luís Cabral de Almeida, enólogo da Sogrape no Alentejo, considera 2021 “um ano mais elegante e de muito boa qualidade”, superior em quantidade a 2020. A produção na Herdade do Peso aumentou significativamente, bem acima dos +10% previstos para o total da região do Alentejo. Luís diz que “foi um ano quase brilhante no Alentejo, com vinhos muito bons e que nos vão alegrar muito”.

DÃO

Beatriz Cabral de Almeida, responsável pela enologia da Quinta dos Carvalhais, diz que “2021 foi um ano ‘clássico’ do Dão, desafiante e trabalhoso, que deu origem a vinhos delicados, frescos e elegantes”. A Quinta dos Carvalhais quase duplicou a produção própria relativamente ao reduzido 2020, e a região sobe cerca de 35%. Beatriz está orgulhosa pelo trabalho realizado em mais um ano complicado para a região. Realça o carácter “delicado e suave, com estrutura, frescura e elegância” dos vinhos, e revela que tem muito boas expectativas para os primeiros lançamentos, já na próxima primavera.

VINHOS VERDES REGION

António Braga, responsável pela enologia da Quinta de Azevedo e pelos Vinhos Verdes da Sogrape, fala de um “ano desafiante, com menos produção, mas com bons resultados”, efeito do ciclo fresco e com chuva em momentos decisivos. A quantidade baixou significativamente, com -40% relativamente à média da Sogrape nos últimos 5 anos. A região registou fortes quebras na faixa litoral e alguns aumentos no interior. António Braga diz que foi uma vindima exigente (“das mais complicadas” da sua carreira, e já lá vão 23!), “menor em quantidade, mas com boa qualidade atendendo ao ano”, e espera uma boa evolução dos vinhos.

BUCELAS (LISBON)

António Braga, enólogo da Sogrape para a região de Lisboa, fala de um “ano muito bom na Quinta da Romeira (Bucelas), com brancos de muito alta qualidade e muito promissores”, efeito do ciclo favorável. A produção aumentou 18% na quinta, mas prevê-se que esteja em linha com o ano anterior na ampla região de Lisboa. As estrelas estavam alinhadas na Quinta da Romeira, havendo “muito boas expectativas para estes vinhos”.

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